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01. fev. 2019

Número de casos de dengue sobe no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou no final de janeiro, os novos dados sobre o monitoramento dos casos de dengue e outras arboviroses no Brasil. Após dois anos em queda, o número de casos prováveis de dengue voltou a crescer em 2018.

Os dados mostram que durante todo o ano passado, foram registrados 266 mil casos prováveis da doença, contra 239 mil notificações em 2017, equivalente a um aumento de 11%. Foram considerados os casos confirmados por exames laboratoriais e casos de pacientes que apresentaram sintomas e quadro correspondente à dengue (prováveis).

Este aumento alerta para o risco de novos casos da doença neste ano, sobretudo no verão, período em que aumenta a proliferação do mosquito transmissor. Por isso, o controle de focos do mosquito é essencial para evitar novos casos.

Zika e Chikungunya

Já os registros de Zika e Chikungunya – doenças transmitidas também pelo Aedes aegypti – continuam em queda. Ao todo foram 8.680 casos de Zika em 2018, contra 17 mil em 2017. Em 2018, ocorreram 87 mil casos de Chikungunya, contra 185 mil no ano anterior. 

Alerta da OMS

No início de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) listou as 10 principais ameaças para a saúde em 2019. Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo; além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias, estão na lista.

A divulgação considerou a dengue com uma das 10 ameaças para a saúde neste ano.

Um grande número de casos de dengue é comumente registrado durante estações chuvosas. Dados da OMS mostram que, atualmente, os casos globais vêm aumentando significativamente e que a doença já se espalha para países localizados além da zona tropical, como o Nepal. A estimativa é que 40% da população mundial esteja sob o risco de contrair o vírus, que provoca cerca de 390 milhões de infecções a cada  ano, afirma a divulgação.

A importância do diagnóstico laboratorial

As doenças virais transmitidas por artrópodes, entre eles o mosquito Aedes aegypti, são conhecidas como arboviroses, que possuem alguns sintomas em comum, como febre, presença de exantemas, dores de cabeça e podem ser diferenciadas e diagnosticadas por meio de amostras de sangue.

O gerente do DB Molecular, Nelson Gaburo, explica que os testes moleculares podem detectar a presença do vírus precocemente e de forma precisa. “A detecção molecular proporciona diagnóstico rápido, sensível e específico. O genoma viral pode ser detectado em menos de uma semana após o aparecimento dos sintomas. Em áreas acometidas por diversos arbovírus a resolução dos testes sorológicos pode ser comprometida pela possibilidade de reatividade cruzada. É importante que seja feita a combinação de testes moleculares e sorológicos que contribuem para um diagnóstico correto”, acrescenta.

 

Com a crescente aceitação médica e da cobertura de planos de saúde, o diagnóstico molecular tem sido muito mais utilizado na identificação e estudo das arboviroses. Os benefícios deste tipo de análise clínica são muitos, mas focando no paciente, é sempre importante reforçar que a rapidez e a precisão dos resultados trazem muito mais confiança aos médicos para começarem medidas e tratamentos direcionados e eficientes.

Referências:

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/01/apos-dois-anos-em-queda-casos-de-dengue-voltam-a-crescer-no-pais-em-2018.shtml

http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-01/oms-lista-10-principais-ameacas-para-saude-em-2019

https://www.jcnet.com.br/Geral/2019/01/com-mais-152-casos-de-dengue-2019-ja-chega-perto-do-ano-passado-inteiro.html#prettyPhoto

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