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26. jan. 2018

Diagnóstico Molecular para identificação da Febre Amarela

Febre Amarela acomete cerca de 200 mil pessoas por ano. As áreas afetadas correspondem à regiões tropicais da África e das Américas Central e do Sul. Aproximadamente 47 países são considerados endêmicos ou possuem regiões endêmicas para a doença. Essas regiões são acometidas por surtos e epizootias (doença que ocorre em uma população animal) ocasionalmente.

No início de 2018 o Brasil entrou em alerta por conta do início de surto de Febre Amarela, principalmente no estado de São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Devido a este aumento na ocorrência de casos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou principalmente o estado de São Paulo como como área de risco para a doença e recomendou a vacinação para todos os viajantes internacionais que passarem pelo estado, inclusive regiões costeiras e metropolitana.

Como resposta, as autoridades realizarão a cobertura vacinal da população a partir do final de janeiro, administrando doses fracionadas da vacina para toda a população.

DB Diagnósticos, por meio de sua divisão molecular, oferece o exame de identificação da Febre Amarela em seu portfólio, que contém atualmente mais de 400 exames e contínua atualização de seu menu, para atender com agilidade à demanda de seus clientes, que somam aproximadamente 4.000 laboratórios e hospitais conveniados em todo o Brasil.

O resultado do exame de Febre Amarela fica pronto em apenas cinco dias úteis, possibilitando um tratamento correto e eficaz, trazendo mais segurança no diagnóstico médico e conforto aos pacientes. Conheça abaixo todos os detalhes desta doença: sintomas, prevenção e diagnóstico.

A doença e seus sintomas

O vírus causador da Febre Amarela está classificado no gênero Flavivirus, da família Flaviridae. Esse vírus compartilha diversos aspectos com outros vírus da mesma família, entre eles o vírus da Dengue e Zika.

Por ser um arbovírus, ele é transmitido aos humanos principalmente por mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes, mas também pode ser transmito pelo mosquito Aedes aegypti no contexto urbano. A Febre Amarela pode variar desde infecção assintomática ou leve, até mesmo condições graves e potencialmente fatais, por comprometer o funcionamento do fígado, rins e sistema circulatório. Até o momento não há um tratamento antiviral eficaz e aprovado contra o vírus da Febre Amarela.

Na maioria dos casos, a doença infecciosa apresenta melhora natural e gradativa em alguns dias. Porém, cerca de 15% dos casos apresentam a forma mais grave da infecção, que, depois de uma aparente melhora, os sintomas voltam a se intensificar e são acompanhados de complicações

Prevenção

Entre as estratégias de prevenção contra a Febre Amarela está o combate ao vetor (mosquito transmissor), uso de repelentes, e principalmente, a vacinação. A vacina contém o vírus ativo, porém atenuado, é bastante eficaz, e induz imunidade protetora contra a doença em 90% dos indivíduos após 10 dias, e em 99% dos vacinados após 30 dias.

A princípio, acreditava-se que a vacina produzia imunidade protetora por 10 anos, mas a OMS emitiu nota recentemente alertando que apenas uma dose da vacina não fracionada é suficiente para conferir imunidade durante a vida toda. Embora a vacina seja segura e os eventos adversos sejam incomuns, as contraindicações e as práticas de imunização corretas devem ser respeitadas. As contraindicações vacinais incluem: hipersensibilidade grave aos antígenos do ovo, gravidez, crianças menores do que 9 meses de idade e imunodeficiência.

A importância do diagnóstico laboratorial

A Febre Amarela pode ser difícil de ser diagnosticada especialmente durante os estágios iniciais, quando o quadro clínico pode ser confundido com diversas outras doenças virais. A doença mais grave pode ser confundida com malária, leptospirose, hepatite viral (formas fulminantes), outras febres hemorrágicas, infecção por outros flavivírus (dengue hemorrágico) e envenenamento.

Portanto, o diagnóstico depende da realização de exames, sejam tradicionais como a pesquisa de anticorpos contra o vírus ou, por meio de diagnóstico molecular, através da detecção do RNA viral por RT-PCR e RT-PCR em tempo real.

É importante ressaltar que os anticorpos neutralizantes obtidos durante a vacinação podem ser detectados por anos. Sendo assim, a interpretação dos resultados sorológicos em indivíduos vacinados é complexa, particularmente naqueles que foram recentemente vacinados. Para garantir a detecção viral em ensaio molecular com precisão, o exame deve ser feito até o quinto dia após o início dos sintomas. O diagnóstico molecular da Febre Amarela se mostra mais eficaz e preciso para identificar e monitorar os casos da doença, além de auxiliar o médico em um tratamento mais eficaz.

Referências

Laboratory Diagnosis of Yellow Fever Virus infection. WHO 2017

YELLOW FEVER DIAGNOSIS IN OUTBREAK CONTEXTS: CHALLENGES AND LIMITATIONS. Cristina Domingo, Robert Koch Institute, Berlin, Germany 2017

Yellow fever.  Thomas P Monath  https://www.uptodate.com/contents/yellow-fever Consultado em Janeiro 2018

Yellow fever T.P. Monath, P.F.C. Vasconcelos / Journal of Clinical Virology 64 (2015) 160–173

Yellow Fever | CDC – Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em:  https://www.cdc.gov/yellowfever/index.html. Consultado em Janeiro 2018

WHO | Yellow fever – World Health Organization. Disponível em: www.who.int/yellowfever. Consultado em Janeiro 2018.

Ministério da Saúde. Disponível em: www.saude.gov.br.  Consultado em Janeiro 2018.

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