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01. dez. 2018

Dezembro inicia com campanha de combate à AIDS

No dia 1º de dezembro é comemorado o Dia Mundial de Combate à AIDS, com o objetivo de disseminar informações sobre a doença e diminuir o preconceito acerca da doença. Durante o mês, diversas ações são realizadas em todo o mundo com o intuito de conscientizar as pessoas sobre o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e seu impacto sobre a humanidade.

O HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae, e tem como característica passar por período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune. Ele é o agente causador da síndrome de imunodeficiência adquirida – a AIDS, responsável por defender o organismo de doenças e ainda permanece sem cura.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil aproximadamente 75% das pessoas que vivem com o vírus, conhecem seu estado sorológico. A meta da ONU é garantir que até 2020 esse número chegue a 90%, para que essas pessoas recebam tratamento e se tornem indectáveis. No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já atingiram estado de estarem indetectáveis – quando a pessoa não transmite o vírus e consegue manter qualidade de vida sem manifestar os sintomas da AIDS.

O vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados:

  • Sexo vaginal, anal e oral sem o uso de camisinha;
  • Utilização de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

 

Diagnóstico Molecular

Há um conjunto de testes laboratoriais em biologia molecular que pode ser utilizado para o diagnóstico e monitoramento das infecções causadas pelo HIV. A detecção do RNA viral a partir do sangue periférico tem seu papel no diagnóstico de indivíduos recentemente infectados, no contexto da transmissão materno infantil, durante a gravidez, na presença de doenças autoimunes e outras condições.

A detecção do RNA viral como etapa confirmatória para a detecção da infecção pelo HIV já está incluída em um dos algoritmos de diagnóstico preconizados pela Anvisa. O teste de quantificação do RNA viral tem seu papel no início e no monitoramento do sucesso da terapia antirretroviral.

Esse teste quantitativo, também referido como quantificação da carga viral, é amplamente utilizado no acompanhamento dos pacientes infectados pelo HIV. O exame de genotipagem é realizado para a detecção de mutações no genoma viral que conferem resistência aos medicamentos utilizados na terapia combinada. É de fundamental importância para o controle da replicação viral determinando a escolha do regime terapêutico a ser utilizado, especialmente durante a troca do regime terapêutico ou durante a falha de medicamentos.

O DB Molecular disponibiliza possui três exames principais em seu menu, focados na detecção e quantificação do vírus HIV. São eles:

  • HIV Qualitativo (HIVPC): Teste qualitativo utilizado para detectar a presença do RNA do Vírus da Imunodeficiência Humana do tipo 1 (HIV-1). Metodologia confirmatória para triagem da infecção, sendo um teste de alta sensibilidade e especificidade.

 

  • HIV Quantitativo (HIVQT): A quantificação do HIV pela metodologia molecular, comumente chamada de carga viral, é utilizada para quantificar o RNA do Vírus da Imunodeficiência Humana do tipo 1 (HIV-1) presente no plasma de indivíduos infectados. Esta metodologia é utilizada conjuntamente com os sintomas clínicos do paciente e outros marcadores laboratoriais (como contagem de LT CD4+ e LT CD8+) para fazer o monitoramento da infecção, sendo um indicador prognóstico da doença, além de auxiliar na avaliação da eficácia dos medicamentos antirretrovirais utilizados. Apesar de ser uma metodologia de alta sensibilidade e especificidade não se recomenda o seu uso como teste confirmatório da infecção.

 

  • HIV 1 Genotipagem/resistência (HIVGE): Metodologia permite a identificação de vírus com mutações de resistência contra os medicamentos antirretroviral utilizados na prática clínica, auxiliando o infectologista na seleção de uma terapia de resgate eficaz contra a replicação viral. O resultado é analisado em um algoritmo que permite determina o impacto relativo das mutações encontradas com o desenvolvimento de resistência aos antirretrovirais (ARV´s) nos genes da Transcriptase Reversa e Protease. O laudo é liberado com o nível de susceptibilidade para cada medicamento.

Prevenção

Mas não é somente a cobertura terapêutica que deve ser intensificada para o controle da epidemia. O UNAIDS, a Organização Mundial de Saúde, e o Centers for Disease Control (CDC) ressaltam a importância na implementação de diversos métodos de prevenção contra as novas infecções. Entre os métodos populacionais de prevenção está o diagnóstico precoce e facilitado acompanhado por aconselhamento pós teste e início precoce do tratamento. A educação sobre a prática sexual segura e o acesso a preservativos E as terapias preventivas pós e pré exposição ao vírus.

A profilaxia pós exposição, também referida como PEP, é a decisão da administração da terapia antirretroviral plena após a exposição potencial ao HIV para evitar o estabelecimento da infecção. A PEP deve ser iniciada dentro de 72 horas após a possível exposição ao HIV e deve permanecer por 28 dias. A PEP é eficaz na prevenção do estabelecimento da infecção pelo HIV quando administrada corretamente.

A profilaxia pré exposição (PrEP) é indicada para pessoas que vivem sob um risco aumentado de contraírem a infecção pelo HIV. As pessoas recebem uma combinação de dois medicamentos antirretrovirais (tenofovir e emtricitabina) diariamente para reduzir suas chances de infecção. Estudos têm demonstrado que a PrEP é altamente eficaz para prevenir o HIV se for usada como prescrita, contudo, é muito menos eficaz quando não é tomada de forma consistente.

Ainda não existe cura para a AIDS, mas o tratamento com os antirretrovirais – fármacos usados para o tratamento de infecções por retrovírus, principalmente o HIV – pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações, causadas principalmente pela baixa imunidade.

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